Ao ler o livro que foi tema do nosso último encontro, fiquei maravilhada com estas palavras de José Luís Peixoto, na crónica "Impossível é não viver". Considero-as perfeitas para desejar a todos um bom Dia da Liberdade:
" Se te quiserem convencer de que é impossível, diz-lhes que impossível é ficares calado, impossível é não teres voz. Temos direito a viver. Acreditamos nessa certeza com todas as forças do nosso corpo e, mais ainda, com todas as forças da nossa vontade. Viver é um verbo enorme, longo. Acreditamos em todo o seu tamanho, não prescindimos de um único passo do seu / nosso caminho.
Sabemos bem que é inútil resmungar contra o ecrã do telejornal. O vidro não responde. Por isso, temos outros planos. Temos voz, tantas vozes; temos rosto, tantos rostos. As ruas hão-de receber-nos, serão pequenas para nós. Sabemos formar marés, correntes. Sabemos também que nunca nos foi oferecido nada. Cada conquista foi ganha ao milímetro. Antes de estar à vista de toda a gente, prática e concreta, era sempre impossível, mas viver é acreditar. Temos direito à esperança. Esta vida pertence-nos."
in Abraço, Quetzal Editores, 2011.
P.S. Estas palavras encontram-se também gravadas no exterior da Biblioteca Municipal de Sines, no âmbito da sua já habitual iniciativa denominada "Do Chão Brotam Palavras".
Na senda das tertúlias de antigamente, estes serão encontros informais, para conversarmos sobre livros e leituras, para lermos em voz alta, para ligarmos a literatura a outras artes. Enfim, para partilharmos emoções, palavras, experiências.
terça-feira, 24 de abril de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Resumo do último encontro
Na passada quarta-feira não falámos só de Abraço. Como é habitual nos nossos encontros, o livro escolhido leva a outras leituras e este não foi exceção. Falámos também de Morreste-me, Livro, Hoje Não, Cemitério de Pianos, Cal, A Criança em Ruínas, todos de José Luís Peixoto.
Porém, não ficámos por aqui! Ainda houve tempo para conversarmos brevemente sobre: Contos de São Petersburgo, de Nikolai Gógol, Os Pilares da Terra, de Ken Follett, 2666, de Roberto Bolaño e Parábola do Cágado Velho, de Pepetela.
O nosso próximo encontro será a 23 de maio e falaremos de Afirma Pereira, de Antonio Tabucchi, grande escritor italiano (mas também português) falecido no mês passado.
Porém, não ficámos por aqui! Ainda houve tempo para conversarmos brevemente sobre: Contos de São Petersburgo, de Nikolai Gógol, Os Pilares da Terra, de Ken Follett, 2666, de Roberto Bolaño e Parábola do Cágado Velho, de Pepetela.
O nosso próximo encontro será a 23 de maio e falaremos de Afirma Pereira, de Antonio Tabucchi, grande escritor italiano (mas também português) falecido no mês passado.

quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 16 de abril de 2012
6º Encontro: 18 Abril
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