Na senda das tertúlias de antigamente, estes serão encontros informais, para conversarmos sobre livros e leituras, para lermos em voz alta, para ligarmos a literatura a outras artes. Enfim, para partilharmos emoções, palavras, experiências.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fim do ciclo Pessoano

Com o Livro do Desassossego terminámos hoje os encontros em volta de Fernando Pessoa. Estamos agora a organizar a realização de um Passeio Literário pela Lisboa de Pessoa, bem como uma visita à sua Casa, para o mês de Abril. Inscrições até dia 5 de Abril.

Voltaremos a encontrar-nos a 17 de Abril para lermos em conjunto José Rentes de Carvalho. Escolha a sua leitura de entre os seguintes títulos e junte-se a nós!

  Com os Holandeses de José Rentes de Carvalho        

quinta-feira, 7 de março de 2013

Livro do Desassossego

Na próxima quarta-feira, dia 13 de Março, às 20:30, terminaremos o ciclo de encontros em redor de Pessoa com o Livro do Desassossego. Agradecemos ao André Bernardo que nos enviou o link para o documentário sobre esta obra, incluído na série Grandes Livros, da RTP.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ricardo Reis e propostas da Casa Fernando Pessoa


No próximo dia 20 de Fevereiro, falaremos de Ricardo Reis

Deixo-vos, entretanto, algumas propostas da agenda da Casa Fernando Pessoa: 



                   



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Importância das Comunidades de Leitores

Há uma semana teve lugar mais um dos encontros dedicados à discussão da obra de Pessoa. Provou-se mais uma vez que a partilha das nossas leituras com os outros conduz sempre a uma profundidade maior das mesmas e a uma descoberta sempre renovada e fecunda dos autores discutidos.
Iniciámos a sessão com a leitura deste texto de António Basanta Reyes, Diretor geral e vice-presidente executivo da Fundación Germán Sánchez Ruipérez, que aqui vos deixo (minha tradução, perdoem! Aqui, o original):


«LER JUNTOS (Janeiro 2013)
Já noutras ocasiões abordei o papel estruturante e sociabilizador que o exercício da leitura possibilita e constrói. Pode parecer paradoxal, pois o ato de ler costuma ser uma experiência individual, por vezes solitária.
É certo que a leitura, para melhor ser desfrutada e compreendida, requer a construção de um espaço de intimidade. De um certo isolamento do que nos rodeia para que assim a comunicação entre quem lê e o que é lido seja o mais intensa possível. E para que o que repousa inanimado no texto, ou em qualquer outra expressão capaz de ser lida, ganhe prodigiosamente vida, num sortilégio que requer a totalidade das nossas capacidades intelectuais. Poucas outras atividades pressupõem um envolvimento pessoal maior do que a leitura. Porém, esta ideia não anula, antes potencia outra qualidade da leitura, aquela a que nos referíamos no início deste texto.
Quem lê, constrói comunidade. A que gera com quantos habitam o que foi lido. A que se estabelece com géneros, temáticas e autores.
Mas também, e de que maneira, a que nos permite partilhar a nossa experiência leitora com outros leitores. Algo que não só amplia extraordinariamente o eco do que foi lido, mas que também, como tão bem provam os estudos do prof. Emílio Sánchez Miguel, estabelece o hábito, consolida de forma fidedigna e evidente a compreensão do que foi lido e gera laços de identidade com todos os que tenham partilhado a travessia do ato de ler. Porque a leitura, como a de Ulisses, é sempre uma viagem com regresso.
E penso tudo isto depois de ter vivido uma experiência inesquecível: a reunião, há algumas semanas, na Casa del Lector, de centenas de promotores e participantes de comunidades de leitores de toda a Espanha. Pessoas que partilham uma paixão; à maneira orteguiana, uma missão. Cidadãos, muitas vezes anónimos, verdadeiros protagonistas da construção cultural do nosso país.
“Lemos para saber que não estamos sós”, disse um dia o professor Clive Staples Lewis, autor das inesquecíveis Crónicas de Nárnia.
Um bom lema para definir a razão de ser, a finalidade das comunidades de leitores.
E também da leitura em si mesma.»



Esta citação de C.S. Lewis acompanha-me desde a criação da primeira Comunidade de Leitores que dinamizei, em Janeiro de 2009. Guardo-a com muito carinho: é tão bom saber que lemos juntos! Obrigada a todos os que já passaram pelos nossos encontros!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ÁLVARO DE CAMPOS a 23 de Janeiro


O próximo encontro, que terá lugar a 23 de Janeiro às 20:30, será sobre Álvaro de Campos. 
Para abrir o apetite, aqui fica um belo poema (retirado do site www.arquivopessoa.net): 

Álvaro de Campos

Às vezes tenho ideias felizes,

Às vezes tenho ideias, felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
E nas palavras em que naturalmente se despejam...
Depois de escrever, leio...
Porque escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu...
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...
18-12-1934
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa. Lisboa: Ática, 1944 (imp. 1993).
  - 66.
Lapso corrigido segundo: Álvaro de Campos - Livro de Versos. Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.) Lisboa: Estampa, 1993.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Encontro de hoje adiado

Lamentando o incómodo eventualmente causado, teremos que adiar o encontro de hoje sobre Alberto Caeiro, devido a uma gripe molesta!
Encontrar-nos-emos dia 20 de Dezembro à mesma hora.
Até lá, boas leituras!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Alberto Caeiro


A Isabel Alves mandou-nos este mimo. Obrigada!


Dois olhares (ou um só?)

O ‘Mestre’ (desenho de Fernando Pessoa)


O Meu Olhar (de Alberto Caeiro)
...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência