Na senda das tertúlias de antigamente, estes serão encontros informais, para conversarmos sobre livros e leituras, para lermos em voz alta, para ligarmos a literatura a outras artes. Enfim, para partilharmos emoções, palavras, experiências.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Mais uma entrevista!

Obrigada, querida Ana Nunes, pelo envio desta entrevista a J. Rentes de Carvalho publicada pelo Jornal de Letras!





quinta-feira, 4 de abril de 2013

Breve entrevista a J. Rentes de Carvalho

No blogue da Quetzal, uma breve entrevista ao autor, por ocasião da próxima publicação ( a 12 de Abril) do seu último livro Mentiras & Diamantes.


"Passaram dez anos desde a publicação do seu último romance, A Amante Holandesa. Porquê um hiato tão longo até este Mentiras & Diamantes?
R: Hiato relativo, porque entretanto escrevi outras coisas, um segundo guia de Portugal, um guia de Lisboa e um estudo político social, A Ira de Deus sobre a Holanda, artigos aqui e ali, um ou outro ensaio. Mas acontece que no respeitante à escrita de ficção sou extremamente vagaroso, levanto-me dificuldades, problemas que só na minha cabeça existem. Fora isso sou um crítico embirrento de mim mesmo, o que hoje me parece satisfatório desagrada-me amanhã, emendo sem fim, recomeço não sei quantas vezes. E não vou falar dos romances deixados a meio, nem dos que ficam pelo esqueleto. Felizmente o meu pão-nosso de cada dia não depende da escrita, caso contrário teria um sério problema."

Poderá lê-la na íntegra aqui.

quarta-feira, 20 de março de 2013

J. Rentes de Carvalho e as Quartas com Letras

Uma pequena Comunidade de Leitores reúne mensalmente no Litoral Alentejano desde Novembro de 2011. Chama-se Quartas com Letras e é promovida pela Quadricultura Associação, sem qualquer outro apoio público ou privado.

No próximo dia 17 de Abril, a partir das 20:30, falaremos de J.Rentes de Carvalho.
E não é que o autor descobriu o nosso post anterior e nos mencionou aqui ? http://tempocontado.blogspot.pt . Vejam bem:

Pequeninas coisas

 “São momentos, pequeninas coisas, a alegria simples dos gestos gratuitos, mas tão valiosos.
Nasce o dia cinzento, amorrinhado, de frio e vento cortante, árvores nuas, céu de nuvens negras. O acaso do Google traz-me
aqui. Descobrindo-me vizinho de Fernando Pessoa tenho de sorrir, e de repente o céu parece menos trombudo, adivinha-se nele uma réstia de azul.”

 

Atrevemo-nos a escrever ao escritor:
Caro José Rentes de Carvalho,
 Em nome de todos os participantes das Quartas com Letras, promovidas pela Quadricultura Associação, gostaria de lhe transmitir a grande felicidade e a honra que sentimos ao ver que somos os causadores involuntários dessa alegria, pequenina, mas valiosa.
Ao José (permita-me que o trate assim), um agradecimento sentido, por engrandecer, com as suas obras, uma pequena comunidade de leitores do Litoral Alentejano.
Um abraço,
Paula Cusati

E o grande Rentes de Carvalho respondeu-nos assim:
“Cara Paula,
A alegria mais intensa e valiosa que um escritor pode sentir não é a das vendas ou a do badalar do nome, sim a do testemunho sincero e inesperado dos seus leitores. Graças a Deus nunca me faltaram, mas cada uma que chega traz consigo a alegria da novidade, é como se fosse a primeira, sempre ingénua e boa como as emoções da adolescência.
Assim, sou eu que grato lhe fico, vos fico, pela alegria de pela leitura me sentir acarinhado e convosco.
Abraço para todos.
José”

www.jrentesdecarvalho.com
http://tempocontado.blogspot.com

Para lhe agradecer mais uma vez, deixo as palavras da Isabel Alves, membro da Direção da Quadricultura e principal responsável pela existência das Quartas com Letras, que resume magnificamente o que todos sentimos:
“Termos sido alvo da atenção de um escritor deixa-nos certamente orgulhosos, que divulga a nossa existência é um verdadeiro privilégio, que nos responde com palavras de carinho e humildade nem sei se merecemos tanto! Nestes momentos sinto que tudo faz sentido e que vale verdadeiramente a pena sermos as Quartas com Letras.”

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fim do ciclo Pessoano

Com o Livro do Desassossego terminámos hoje os encontros em volta de Fernando Pessoa. Estamos agora a organizar a realização de um Passeio Literário pela Lisboa de Pessoa, bem como uma visita à sua Casa, para o mês de Abril. Inscrições até dia 5 de Abril.

Voltaremos a encontrar-nos a 17 de Abril para lermos em conjunto José Rentes de Carvalho. Escolha a sua leitura de entre os seguintes títulos e junte-se a nós!

  Com os Holandeses de José Rentes de Carvalho        

quinta-feira, 7 de março de 2013

Livro do Desassossego

Na próxima quarta-feira, dia 13 de Março, às 20:30, terminaremos o ciclo de encontros em redor de Pessoa com o Livro do Desassossego. Agradecemos ao André Bernardo que nos enviou o link para o documentário sobre esta obra, incluído na série Grandes Livros, da RTP.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ricardo Reis e propostas da Casa Fernando Pessoa


No próximo dia 20 de Fevereiro, falaremos de Ricardo Reis

Deixo-vos, entretanto, algumas propostas da agenda da Casa Fernando Pessoa: 



                   



quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A Importância das Comunidades de Leitores

Há uma semana teve lugar mais um dos encontros dedicados à discussão da obra de Pessoa. Provou-se mais uma vez que a partilha das nossas leituras com os outros conduz sempre a uma profundidade maior das mesmas e a uma descoberta sempre renovada e fecunda dos autores discutidos.
Iniciámos a sessão com a leitura deste texto de António Basanta Reyes, Diretor geral e vice-presidente executivo da Fundación Germán Sánchez Ruipérez, que aqui vos deixo (minha tradução, perdoem! Aqui, o original):


«LER JUNTOS (Janeiro 2013)
Já noutras ocasiões abordei o papel estruturante e sociabilizador que o exercício da leitura possibilita e constrói. Pode parecer paradoxal, pois o ato de ler costuma ser uma experiência individual, por vezes solitária.
É certo que a leitura, para melhor ser desfrutada e compreendida, requer a construção de um espaço de intimidade. De um certo isolamento do que nos rodeia para que assim a comunicação entre quem lê e o que é lido seja o mais intensa possível. E para que o que repousa inanimado no texto, ou em qualquer outra expressão capaz de ser lida, ganhe prodigiosamente vida, num sortilégio que requer a totalidade das nossas capacidades intelectuais. Poucas outras atividades pressupõem um envolvimento pessoal maior do que a leitura. Porém, esta ideia não anula, antes potencia outra qualidade da leitura, aquela a que nos referíamos no início deste texto.
Quem lê, constrói comunidade. A que gera com quantos habitam o que foi lido. A que se estabelece com géneros, temáticas e autores.
Mas também, e de que maneira, a que nos permite partilhar a nossa experiência leitora com outros leitores. Algo que não só amplia extraordinariamente o eco do que foi lido, mas que também, como tão bem provam os estudos do prof. Emílio Sánchez Miguel, estabelece o hábito, consolida de forma fidedigna e evidente a compreensão do que foi lido e gera laços de identidade com todos os que tenham partilhado a travessia do ato de ler. Porque a leitura, como a de Ulisses, é sempre uma viagem com regresso.
E penso tudo isto depois de ter vivido uma experiência inesquecível: a reunião, há algumas semanas, na Casa del Lector, de centenas de promotores e participantes de comunidades de leitores de toda a Espanha. Pessoas que partilham uma paixão; à maneira orteguiana, uma missão. Cidadãos, muitas vezes anónimos, verdadeiros protagonistas da construção cultural do nosso país.
“Lemos para saber que não estamos sós”, disse um dia o professor Clive Staples Lewis, autor das inesquecíveis Crónicas de Nárnia.
Um bom lema para definir a razão de ser, a finalidade das comunidades de leitores.
E também da leitura em si mesma.»



Esta citação de C.S. Lewis acompanha-me desde a criação da primeira Comunidade de Leitores que dinamizei, em Janeiro de 2009. Guardo-a com muito carinho: é tão bom saber que lemos juntos! Obrigada a todos os que já passaram pelos nossos encontros!