Deixamos dois vídeos para que a fique a conhecer melhor.
O primeiro é o Programa Ler + Ler Melhor dedicado à sua vida e obra.
"Borges define a literatura antes e depois dele. A partir de Borges lê-se de outra maneira. É ele quem estabelece certos poderes dos leitores, que eram reconhecidos antes mas que ele define para nós. Inclusive esse: porque Borges num ensaio chamado Os Precursores de Kafka explica como cada escritor cria os seus próprios precursores. Quer dizer, lemos Kafka e de imediato autores com quem não tínhamos nada em comum passam a ter algo em comum por termos lido Kafka. O mesmo se poderá dizer do leitor: cada leitor cria a sua própria história da literatura."
"Sempre imaginei que o paraíso seria uma espécie de de biblioteca".
"De los diversos instrumentos del hombre, el más asombroso es, sin duda, el libro. Los demás son extensiones de su cuerpo. El microscopio, el telescopio, son extensiones de su vista; el teléfono es extensión de la voz; luego tenemos el arado y la espada, extensiones de su brazo. Pero el libro es otra cosa: el libro es una extensión de la memoria y de la imaginación."Aqui o texto completo.



Literalmente ‘raptado’ da Capela da Misericórdia de Sines, após uma magnífica conversa com Joaquim Gonçalves, grande livreiro, directamente para a sede da Quadricultura, tivemos o privilégio de ter connosco o Afonso Cruz que teve a amabilidade de partilhar com esta pequena comunidade de leitores o último encontro da temporada, em que convivemos à volta da mesa num jantar literário.
Como é habitual, todos participaram com saborosas iguarias cuja fonte de inspiração literária é transmitida em momentos de partilha verdadeiramente enriquecedores.
Especialmente para que o Afonso Cruz se sentisse um pouco ‘em casa’ não faltou na mesa o borrego assado, a sopa dourada, vinhos e doçaria conventual tal como no banquete e Última Ceia da encenação preparada para a velha Antónia, numa das passagens mais criativas e hilariantes do seu livro Jesus Cristo Bebia Cerveja.
A personalidade do Afonso Cruz encantou-nos com as suas experiências literárias, com a sua visão da vida e das coisas de uma forma lúcida e profunda e contudo traduzida com uma imensa simplicidade de pensamento e de palavras.
O serão estendeu-se bem para lá da meia-noite, mas pareceu-nos demasiado curto!
Não resisto a transcrever as suas próprias palavras:
“Ao comer enquanto se conversa, dá-se carne às palavrase elas ganham corpo. A comida entra-nos no estômago ensopada em histórias. Há um casamento das palavras com a salada, das histórias com o bife, das conversas com o vinho ….”
… foi assim o nosso jantar.
Isabel Borges Alves
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| à mesa com Afonso Cruz |

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